O déficit habitacional relativo no Brasil caiu para 7,6% em 2023, o menor patamar já registrado, segundo pesquisa da Fundação João Pinheiro (FJP) para o Ministério das Cidades. O resultado representa uma queda significativa em relação a 2009, quando o índice era de 10,2%, ano de criação do Minha Casa, Minha Vida (MCMV). A retomada do programa em 2023 já resultou em mais de 1,7 milhão de unidades contratadas, reforçando o impacto da política habitacional na vida de milhares de famílias.
Além da redução relativa, o déficit absoluto também recuou: passou de 6,21 milhões de domicílios em 2022 para 5,97 milhões em 2023 uma queda de 3,8%. O avanço é atribuído ao conjunto de medidas que incluem retomada das contratações de moradias populares, redução de taxas de juros, extensão dos prazos de financiamento e maior alcance do público atendido. O governo também prepara uma nova linha de crédito voltada para reformas de casas populares, garantindo dignidade sem comprometer a renda das famílias.
O estudo ainda destaca que Norte e Nordeste lideraram as reduções percentuais, enquanto o Centro-Oeste registrou aumento no déficit. Outro desafio identificado é o peso excessivo do aluguel, que afeta mais de 3,6 milhões de lares, muitos deles também em condições precárias de moradia. Para enfrentar esses gargalos, o Ministério das Cidades promete ajustes na política habitacional e a ampliação do MCMV, incluindo uma nova faixa para famílias de classe média, com financiamentos de até R$ 500 mil e juros reduzidos.
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