Os advogados de Donald Trump recorreram à presunção de imunidade penal concedida ao presidente dos Estados Unidos pelo Supremo Tribunal para tentar anular a sentença de 30 de maio, na qual ele foi considerado culpado de "falsificação de registros comerciais" para interferir nas eleições de 2016. A sentença foi adiada várias vezes, e os advogados alegaram que seu status de presidente eleito deveria isentá-lo da decisão judicial.
O caso envolve pagamentos de 130 mil dólares feitos à atriz Stormy Daniels antes das eleições de 2016 para que ela mantivesse silêncio sobre um suposto caso extraconjugal com Trump, o qual ele sempre negou. Após sua vitória nas eleições de 5 de novembro, os advogados de Trump apresentaram um novo recurso, reforçando a argumentação de que sua posição como presidente eleito deveria tornar a sentença incompatível.
O juiz Merchan, responsável pelo caso, pediu que ambas as partes apresentassem seus argumentos sobre o recurso no início deste mês, mas ainda não se pronunciou sobre a questão. Esse processo é o único entre os quatro casos penais contra Trump que resultou em julgamento, tornando-o um marco inédito na história judicial dos Estados Unidos.
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