A defesa de Tatá Werneck, atualmente no ar como Anely da novela "Terra e Paixão", da Globo, está indignada com a convocação da atriz para depor na CPI das Criptomoedas, aprovada na última quarta-feira (2). O advogado da humorista, Ricardo Brajterman, diz não entender por que motivos Tatá terá que ir a Brasília na condição de investigada.
Assim como o ator Cauã Reymond e o apresentador Marcelo Tas, Tatá precisará explicar sua relação com a Atlas Quantum, pirâmide de criptomoedas de R$ 7 bilhões que usava um falso robô milagroso para atrair investidores prometendo lucro rápido. A empresa deu um golpe financeiro que teria deixado mais de 200 mil vítimas no Brasil e em outros países.
"Ora, se o Banco Central, a CVM, o Ministério Público, a Receita Federal e os demais Órgãos Reguladores permitiam a atividade da Atlas junto ao grande público, como poderia a Tatá, que é somente uma atriz, adivinhar que essa empresa teria alguma atividade ilegal?", pergunta ele, que defende a atriz.
Brajterman ressaltou ainda que a atriz não tem mais qualquer vínculo com a Atlas. A defesa de Tatá destaca também que ela nunca investiu, foi sócia ou teve qualquer participação nos rendimentos da Atlas. O pedido da convocação de Tatá Werneck foi feito pelo deputado Paulo Bilynskyj (PL-SP). No requerimento aprovado pela comissão parlamentar de inquérito, Bilynskyj diz que a imagem de Tatá e Reymond foi usada para dar credibilidade ao projeto.
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