A atuação da Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) na defesa de populações vulneráveis ganhou destaque na obra coletiva “A Participação da Defensoria Pública na COP30” e na Carta por Justiça Socioambiental e Climática. O livro, que reúne artigos e relatos de experiência de defensores de seis estados brasileiros a partir dos debates da Conferência da ONU em Belém, será lançado no dia 9 de junho no Museu da Amazônia (Musa), em Manaus.
Quatro defensores do Amazonas assinam artigos na publicação nacional, compartilhando projetos de impacto socioambiental desenvolvidos na região. Entre as iniciativas destacadas estão o projeto “Cinturão Verde”, que promove a segurança fundiária e a sustentabilidade para pequenos produtores, e ações voltadas ao fortalecimento e à defesa dos direitos das comunidades tradicionais e povos indígenas no interior do estado.
Outro ponto alto da contribuição amazonense aborda a dignidade linguística como ferramenta de acesso à justiça para a etnia Ticuna-Magüta. Segundo os autores, garantir que os povos originários defendam seus direitos em sua própria língua é essencial para a preservação do meio ambiente, uma vez que a maior parte da biodiversidade mundial está sob a proteção de territórios indígenas.
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