“Defesas ganham títulos”. A máxima que poucos ousam contestar é seca, curta, mas de uma contundência enorme.
Dos últimos 10 campeões da NBA, apenas o Golden State Warriors de 2017-2018 (a inesquecível máquina ofensiva de Stephen Curry, Kevin Durant e Klay Thompson) e o Denver Nuggets de 2022-2023 não terminaram suas campanhas entre as 10 melhores defesas. Ou seja, não dá pra fugir: a história recente da liga mostra que saber parar o oponente é um trunfo capaz de encurtar bastante o caminho até o almejado troféu Larry O’Brien. E é abraçado nesse fato que o Minnesota Timberwolves, líder da Conferência Oeste, alimenta o sonho do seu primeiro título na NBA.
Defesa mais eficiente da temporada com apenas 106.6 pontos sofridos a cada 100 posses de bola do adversário; 2º melhor time no trabalho de defender a linha dos três pontos, cedendo ao adversário apenas 33.1% de aproveitamento nos arremessos do perímetro; 7º time que menos sofre pontos no garrafão; 7º time que menos cede pontos em contra-ataques aos adversários.
Os números dão a dimensão de como o Minnesota de Edwards, Towns e Gobert é um colosso defensivo. Sem dúvida, uma das grandes histórias da temporada. E como em toda grande história, são muitos os personagens que merecem ser apresentados. O sucesso defensivo dos Wolves começa pela filosofia adotada na formação de elenco. O gerente-geral Tim Connelly é um entusiasta da construção de plantéis a partir de jogadores altos para suas respectivas posições, com boa envergadura. Lembremos, Connelly foi o responsável por montar a base do Denver campeão da última temporada.
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