A declaração do presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, de que o país não realizará mais eleições livres provocou reação de dez países das Américas, entre eles o Brasil, que divulgaram uma nota conjunta condenando a medida. O grupo afirmou estar profundamente preocupado com a intenção anunciada pelo líder nicaraguense e classificou a proposta como incompatível com os princípios democráticos e os direitos políticos garantidos por acordos internacionais.
No comunicado divulgado pela Organização dos Estados Americanos (OEA), os governos defenderam a manutenção da competição eleitoral e do pluralismo político, além de cobrarem que qualquer mudança nas regras eleitorais respeite os direitos fundamentais da população nicaraguense. O posicionamento antecede uma reunião do Conselho Permanente da OEA que discutirá a situação política do país.
No poder desde 2007, Ortega afirmou que pretende promover reformas para impedir a participação de grupos classificados por seu governo como "golpistas". A proposta também foi criticada pelo secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, que acusou o governo nicaraguense de abandonar qualquer compromisso com a democracia e defendeu maior pressão internacional sobre o regime.
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