Nicolás Maduro, hoje figura central na política venezuelana, começou sua trajetória de um modo pouco comum para um chefe de Estado. Antes de ingressar na política formal, ele trabalhou como motorista de ônibus no sistema de transporte de Caracas, onde também iniciou sua atuação como líder sindical representando os trabalhadores do metrô da capital. Esse envolvimento sindical foi o primeiro passo de uma carreira que o levaria ao poder nacional décadas depois.
Ao longo de sua juventude e início de carreira política, Maduro nunca concluiu um curso universitário tradicional. Em 1986, ele passou cerca de um ano em Cuba recebendo formação ideológica, mas não terminou um ensino superior formal, algo frequentemente citado por observadores políticos sobre sua formação e estilo de liderança. Já no cenário político venezuelano, ele se aproximou de Hugo Chávez e acabou sendo escolhido pelo próprio Chávez como seu sucessor antes da morte do líder em 2013, conquistando a presidência logo após a morte do mentor.
A ascensão de Maduro à presidência, marcada por lealdade ao legado chavista, eventualmente se transformou em uma liderança controversa, com acusações de autoritarismo e isolamento internacional.
Nos primeiros dias de 2026, a operação militar das forças dos Estados Unidos resultou na captura de Maduro em Caracas, encerrando abruptamente seus anos no poder. Ele foi retirado do país e deve enfrentar acusações nos Estados Unidos, num desfecho que marca um capítulo surpreendente na história política da Venezuela e nas relações hemisféricas.
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