O São Paulo encerrou o primeiro turno do Brasileirão em alta, colado no G6, após semanas atrás preocupado com a zona de rebaixamento. A transformação tem assinatura clara: Hernán Crespo. O treinador argentino, confiante desde o início, promoveu mudanças profundas no time, implementando o sistema 3-5-2, reforçando a segurança defensiva e aproximando os jogadores em campo para criar mais linhas de passe desde a saída de bola.
Nos bastidores, Crespo alterou até a rotina de treinos. Aboliu o “11 contra 0” exclusivo para titulares, substituindo-o por orientações em vídeo com todo o elenco, o que deu mais protagonismo aos reservas e aumentou a coesão interna. Além disso, adotou uma postura mais próxima e individualizada, como no caso de Rodriguinho, que ganhou confiança e espaço no time. O argentino também demonstrou maior adaptação ao futebol brasileiro, entendendo melhor as características de seus atletas.
Com um elenco considerado curto e pouco competitivo no início da temporada, Crespo conseguiu extrair o máximo sem exigir reforços, transformando o cenário. Após mais uma vitória, o diretor Carlos Belmonte fez questão de exaltar o grupo: “Ouvi muito que o São Paulo teria um ano difícil, mas estamos fechando o turno em sétimo lugar”. O tricolor, que começou ameaçado, agora sonha alto.
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