Quem estava em Oeiras enfrentou 40,7°C à tarde, a maior temperatura do Piauí no dia. Poucas horas depois, na madrugada, o mesmo município registrou 15,6°C, a menor mínima do estado. Entre um extremo e outro, 25,1 graus de diferença. É o retrato de como funciona o B-R-O-Bró piauiense. A explicação está na massa de ar quente e seco que domina o Piauí, segundo a Sala de Monitoramento e Previsão de Eventos Climáticos Extremos (Sampece), da Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh).
Essa massa de ar impede a formação de nuvens. Sem nuvem, o sol bate direto no chão durante todo o dia e o aquecimento é intenso. À noite, o céu limpo age no sentido contrário: sem a cobertura de nuvens para segurar o calor, a superfície perde temperatura rapidamente. O resultado é um resfriamento acentuado nas primeiras horas da manhã, justamente nas áreas onde o céu ficou mais aberto.
Segundo a meteorologista Sônia Feitosa, da Semarh, Oeiras figurou entre as maiores temperaturas do país naquele dia. “E, se tratando de temperaturas, é de norte a sul, teremos esses registros com temperaturas em torno de 40 graus e superiores a 40 graus, como foi o caso de ontem, que o município de Oeiras figurou entre as primeiras temperaturas, as temperaturas mais altas do país, sendo que no estado do Piauí foi a primeira. Os extremos do Piauí aconteceram no município de Oeiras”, disse.
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