A frequência e a duração das secas aumentaram quase 30% desde 2000, tornando-se uma ameaça global que ultrapassa regiões áridas e atinge áreas historicamente menos vulneráveis. O avanço do problema e a necessidade urgente de soluções concretas pautam as discussões da 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17), que acontece em Ulaanbaatar, na Mongólia. Projeções indicam que, até 2050, o fenômeno pode afetar três em cada quatro pessoas no mundo.
No Brasil, os impactos já se refletem no avanço do estresse hídrico e de eventos como as “secas-relâmpago”, que atingem com maior severidade populações vulneráveis, territórios indígenas e a agricultura familiar. O cenário tende a se agravar nos próximos meses devido às projeções de um fenômeno El Niño mais intenso, que ameaça diminuir os níveis de chuvas e elevação de temperaturas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
Diante do avanço da crise, governos e entidades internacionais defendem a transição de ações emergenciais para políticas de prevenção, investimento em sistemas de alerta e gestão integrada da água. A expectativa é que a COP17 fortaleça iniciativas como a Aliança Internacional para a Resiliência à Seca (IDRA), incentivando o financiamento global para mitigar o impacto do desabastecimento e da insegurança alimentar.
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