A competitividade das exportações brasileiras continua gravemente comprometida por gargalos estruturais internos e fatores macroeconômicos, conforme aponta a nova pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI). O levantamento revela que os quatro maiores obstáculos enfrentados pelos exportadores estão ligados diretamente à logística e infraestrutura, sendo o principal o alto custo do transporte internacional (citado por 58,2% das empresas). Em seguida, destacam-se a ineficiência dos portos, as limitações de rotas marítimas e as altas tarifas portuárias, demonstrando uma piora na percepção sobre o ambiente logístico e institucional em relação a 2022.
?Além dos problemas de infraestrutura, a pesquisa da CNI sublinha a persistência de desafios macroeconômicos e burocráticos, como a volatilidade cambial e o excesso de burocracia aduaneira e regulatória. Outro fator crucial é o isolamento comercial do Brasil, com a ausência de acordos com parceiros estratégicos sendo citada por mais de um quarto das empresas, dificultando o acesso a mercados externos.
?Diante desse cenário, a CNI propõe um conjunto de medidas para reverter a situação, focado em seis pilares: financiamento, tributação, logística/infraestrutura, facilitação do comércio, acordos internacionais e governança. A entidade reforça que o principal inimigo das exportações brasileiras é a combinação de custos caros e a baixa eficiência interna, e que o próximo ano será decisivo para o avanço de reformas e modernização logística para garantir a inserção e a competitividade da indústria no comércio global.
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