A cúpula do Conselho da União Europeia, realizada em Bruxelas após mais de 16 horas de negociações, terminou com um acordo político para garantir financiamento à Ucrânia e com o adiamento do acordo comercial com o Mercosul. Os líderes europeus decidiram emitir € 90 bilhões em eurobônus para sustentar as necessidades imediatas de Kiev nos próximos dois anos, evitando um colapso financeiro já no início de 2026. O mecanismo prevê que a dívida só seja reembolsada quando a Rússia pagar pelos danos causados pela guerra.
A proposta de utilizar diretamente ativos russos congelados na Europa voltou a enfrentar resistência, sobretudo da Bélgica, onde se concentra a maior parte dessas reservas, e de outros Estados-membros receosos de mutualizar riscos. Com isso, prevaleceu uma solução considerada pragmática, ainda que politicamente sensível: recorrer novamente à dívida comum europeia, algo que não ocorria desde a pandemia. Países como Hungria, República Tcheca e Eslováquia ficaram fora do esquema financeiro.
No campo comercial, o acordo entre a União Europeia e o Mercosul foi adiado para janeiro, após pressões internas em países como França, Polônia e Itália.
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