O cultivo de cacau faz parte do sustento de famílias da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Rio Madeira, no Amazonas, onde pode-se achar cacaueiros consorciados com a floresta amazônica, com espécies como andirobeiras, copaibeiras, seringueiras, mulateiro, sumauma, castanha e outras nativas. Para apoiar essa produção, o projeto Prospera na Floresta, realizado pela Fundação Amazônia Sustentável (FAS), promoveu capacitações voltadas ao cuidado dos cultivos e à valorização dos conhecimentos dos produtores.
Para Marciley Fernandes, morador da comunidade Verdum, em Manicoré, a capacitação proporcionou aprendizados que já estão sendo aplicados no dia a dia. "Para mim, foi um momento muito importante. Aprendi muito e estou colocando em prática", destacou. Os encontros foram organizados a partir de visitas às comunidades do Médio e do Baixo Rio Madeira. Nas conversas com as famílias, a equipe identificou dúvidas e dificuldades relacionadas à produção, incluindo os efeitos das enchentes, das secas e do calor extremo. Esse levantamento orientou uma programação de cinco capacitações, com oito horas de duração cada e previsão de atender 80 produtores.
"A partir do levantamento produtivo que foi feito no Médio Rio Madeira e no Baixo Rio Madeira, a gente identificou as necessidades produtivas das comunidades", explica Adriana Gasparetti, coordenadora de projetos na FAS. As atividades combinaram conversas, exercícios em grupo e momentos nos próprios cacoais. Os participantes puderam experimentar formas de cuidar das árvores, esclarecer dúvidas e compartilhar práticas que já utilizam no cotidiano. A proposta foi aproximar as orientações da realidade das famílias, considerando os recursos disponíveis e as características da produção local. Segundo Adriana, o envolvimento dos produtores esteve ligado à oportunidade de trabalhar questões presentes em sua rotina. "Eram coisas que estavam precisando saber e praticar", relata.
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