O governo de Cuba afirmou, na última segunda-feira (13), que acompanha a movimentação militar dos Estados Unidos após declarações do presidente Donald Trump sobre a possibilidade de “tomar” a ilha. Segundo o embaixador José Cabañas, diretor do Centro de Investigações de Política Internacional, o risco de uma invasão é permanente e vem sendo monitorado pelas autoridades cubanas.
O diplomata destacou que o país mantém vigilância constante sobre forças militares na região e relembrou episódios históricos de tensão, como a invasão da Baía dos Porcos, em 1961, além de outras intervenções norte-americanas na América Latina. Ele também apontou a presença da base militar dos EUA em Guantánamo como um fator estratégico, que permite atuação próxima ao território cubano.
Além do cenário militar, Cuba enfrenta impactos do endurecimento do bloqueio econômico, que agravou a crise energética no país, com apagões prolongados e dificuldades no abastecimento de petróleo. Diante desse contexto, o governo cubano mantém negociações com Washington, mas afirma que não pretende abrir mão da soberania nacional em eventuais acordos.
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