O governo de Cuba acusou formalmente, nesta quarta-feira (14 de outubro), o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, de exercer pressão diplomática sobre governos estrangeiros para reduzir o apoio internacional contra o embargo americano. Segundo as autoridades de Havana, a ofensiva de Washington visa interferir na votação da resolução não vinculante que pede o fim das sanções econômicas impostas à ilha desde 1962. O texto, que é apresentado anualmente na Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) desde 1992, está com o debate agendado para o próximo dia 28 de outubro.
A denúncia cubana ganhou força após o Departamento de Estado norte- -americano divulgar um comunicado sobre um diálogo telefônico entre Rubio e o presidente de El Salvador, Nayib Bukele. Na ocasião, o secretário afirmou que o regime cubano não implementará as reformas necessárias enquanto acreditar que dispõe de suporte na comunidade internacional.
Em resposta, o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, utilizou as redes sociais para acusar o representante dos EUA de “pressionar e chantagear” chefes de Estado, classificando a política de Washington como um ato de punição coletiva contra a população da ilha. Historicamente, as resoluções cubanas na ONU recebem amplo apoio global, mas o cenário registrou mudanças recentes.
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