Líderes cristãos na Síria denunciam um “genocídio cultural” caracterizado pela destruição sistemática de igrejas, mosteiros e documentos históricos milenares. Segundo as organizações, a violência vai além do conflito físico, representando uma tentativa deliberada de apagar a herança e a identidade das comunidades cristãs que habitam a região desde os primórdios do cristianismo.
A instabilidade após a mudança de regime em Damasco permitiu que facções extremistas intensificassem perseguições, resultando em sequestros e execuções de civis. O clima de insegurança provocou um novo êxodo em massa de famílias para países vizinhos, gerando o temor de que a presença cristã na Síria seja permanentemente extinta caso não haja uma intervenção externa imediata.
Em apelo enviado à ONU, a comunidade exige a criação de zonas de segurança protegidas internacionalmente e a punição dos responsáveis pelos ataques. Embora o novo governo sírio prometa união e proteção às minorias, a falta de controle sobre milícias radicais em campo mantém o cenário de risco extremo para as liberdades religiosas no país.
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