Um estudo publicado na revista Physical Review Letters revelou que, momentos antes do colapso que origina um buraco negro, o espaço-tempo pode se organizar em um padrão repetitivo e altamente ordenado. Cientistas conseguiram descrever matematicamente esse fenômeno instável, apelidado de “cristal espaço-temporal”, que surge no limite exato da criação desses objetos extremos do Universo.
A descoberta resolve um mistério de mais de três décadas, período no qual esse comportamento, conhecido como autossimilaridade discreta, só havia sido observado por meio de simulações de computador. As equações da Relatividade Geral de Einstein são extremamente complexas nessa zona de transição, o que impedia os físicos de obterem fórmulas matemáticas exatas até o momento.
Para superar a barreira teórica, a equipe do físico Daniel Grumiller, da Universidade Técnica de Viena, testou os cálculos em modelos com centenas de dimensões e descobriu que os padrões fractais persistiam ao retornar para cenários próximos do Universo real. O avanço sugere que esses cristais são características fundamentais da própria gravidade e abrem caminho para entender os ambientes mais extremos do cosmos.
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