A reunião decorre num contexto marcado por múltiplas crises internacionais, com a guerra entre Israel e o Irão a dominar a agenda. Os chefes de Estado e de governo procuram uma posição comum, mas ainda não se encontrou uma visão consensual entre o apelo à desescalada entre os dois países ou o apoio directo ao Estado hebraico. Antes da sua chegada ao Canadá no domingo à noite, Donald Trump apelou a Israel e ao Irão para que "encontrem um acordo” adiantando que "é fundamental que Israel e o Irão encontrem uma forma de coexistir pacificamente”.
À margem da reunião, o Presidente francês Emmanuel Macron, que se encontrava, Domingo 15 de Junho, de visita à Gronelândia, também falou sobre a actual situação entre o Irão e Israel sobre o Médio Oriente. Acredito que estamos todos unidos. Ninguém quer que o Irão adquira armas nucleares.
E aqui também os Estados Unidos da América têm uma capacidade real de fazer com que todos voltem à mesa das negociações, considerando que, juntamente com os europeus, eles são um ator fundamental em qualquer acordo nuclear, mas acima de tudo a dependência de Israel em relação às armas e munições norte-americanas dá aos Estados Unidos a capacidade de renegociar. Não acredito que a Rússia, que atualmente está envolvida num conflito de alta intensidade e decidiu não respeitar a Carta das Nações Unidas, há vários anos possa ser o mediador. Acredito que é nossa responsabilidade colectiva tentar resolver este conflito o mais rápido possível e, portanto, com o primeiro passo, evitar qualquer escalada e garantir que todos os protagonistas voltem à mesa das negociações.
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