As divisões dentro do Taleban atingiram um novo patamar, levantando dúvidas sobre a estabilidade do regime no Afeganistão. A morte do ministro Khalil Haqqani em um atentado suicida em dezembro acirrou rivalidades entre facções, com suspeitas de que a própria liderança ordenou o ataque. Além disso, a fuga do vice-ministro das Relações Exteriores, Sher Abbas Stanikzai, após críticas ao líder supremo Mullah Haibatullah Akhundzada, expôs ainda mais as tensões. Oficialmente, ele alega estar nos Emirados Árabes para tratamento médico, mas fontes sugerem que Akhundzada ordenou sua prisão.
O conflito entre alas radicais e pragmáticas dentro do Taleban tem se intensificado. Enquanto líderes como Sirajuddin Haqqani e Mullah Yaqub buscam maior reconhecimento internacional e investimentos para aliviar a crise econômica, Akhundzada prioriza a imposição rígida da Sharia, mantendo o país isolado. A insatisfação cresce também entre combatentes, que enfrentam atrasos salariais e um cenário econômico cada vez mais frágil. A falta de reconhecimento internacional e o bloqueio de fundos estrangeiros agravam ainda mais a situação, impulsionando o colapso financeiro do país.
Além da crise interna, o Taleban enfrenta ameaças externas, como o avanço do Estado Islâmico-Khorasan (EI-K). No dia 11 de fevereiro, um atentado suicida em um banco no norte do país deixou ao menos cinco mortos, número que pode ser ainda maior.
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