O aumento expressivo da energia elétrica e a redução do poder de compra do consumidor, com a inflação mais alta, podem gerar uma tempestade perfeita para a indústria e o varejo de eletrodomésticos e equipamentos eletrônicos neste segundo semestre.
Se o setor se beneficiou do maior número de pessoas em home office no ano passado, a tendência é que o fim de ano seja difícil para essas empresas. Elas comemoram o avanço na vacinação, mas reconhecem que terão de competir pela atenção do consumidor com serviços de lazer fora de casa.
Os dados de vendas de móveis e eletrodomésticos ajudam a entender o comportamento do setor durante os meses de distanciamento social, em comparação ao mês de fevereiro, antes da pandemia.
Há uma queda expressiva em março, abril e maio de 2020, com o fechamento do comércio e o acirramento das medidas de distanciamento social nos primeiros meses de pandemia. Logo em seguida, o setor registrou um longo período de recuperação, que combinava a flexibilização da quarentena na primeira onda de Covid-19 ao home office, que levou boa parte dos brasileiros a reequipar suas casas com novos eletrodomésticos e eletrônicos.
Se em março e abril as vendas de móveis e eletrodomésticos caíram 24% e 41%, respectivamente, o segmento registrou sete meses seguidos de vendas positivas na sequência.
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