A Argentina afirmou ontem (5) que não adotará medidas diplomáticas em resposta à decisão do governo brasileiro de rebaixar as relações entre os dois países ao nível de encarregados de negócios. Segundo o chanceler argentino, Pablo Quirno, a medida tomada pelo Brasil foi unilateral e Buenos Aires continuará disposta a manter o diálogo.
A crise diplomática se intensificou após novas declarações do presidente Javier Milei contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em reação, o Itamaraty decidiu manter o embaixador brasileiro fora de Buenos Aires e informou que a representação diplomática passará a ser conduzida pelo ministro-conselheiro Eduardo Uziel, enquanto a Argentina foi comunicada da mudança.
Em nota, o governo argentino lamentou a decisão brasileira e afirmou que não pretende retaliar, defendendo que divergências políticas entre governos não devem comprometer as relações entre os Estados. A tensão entre Lula e Milei se mantém desde a posse do presidente argentino, sem a realização de uma reunião bilateral oficial entre os dois líderes.
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