O CEO da SK Hynix, Chey Tae-won, alertou durante o evento GTC 2026 que a crise global de chips de memória deve durar pelo menos mais quatro ou cinco anos. Com a oferta de componentes 20% abaixo da demanda atual, a previsão é que o equilíbrio do mercado só seja alcançado em 2030, já que a construção de novas fábricas na Coreia do Sul e no Japão só deve ser concluída entre o fim de 2027 e 2028.
A explosão do setor de Inteligência Artificial (IA) agravou o cenário, desviando a produção para centros de dados e encarecendo produtos para o consumidor final. Rumores indicam que a Samsung já elevou o preço de seus chips em 200% apenas em 2026, enquanto a consultoria Gartner estima que o custo de SSDs e memórias RAM possa subir mais de 130% até o fim deste ano, impactando diretamente o valor de celulares, notebooks e TVs.
Diante da escassez, fabricantes como a Micron estão priorizando o setor de computação de alto desempenho, reduzindo ainda mais a disponibilidade de peças para eletrônicos domésticos. Marcas como a Xiaomi já admitem a necessidade de reajustes nos preços de seus dispositivos para absorver a alta dos insumos, o que deve resultar em uma queda de 10% nas vendas globais de computadores ainda em 2026.
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