Além dos riscos diretos à saúde trazidos pelas mudanças no clima, como aumento do número de mortes em eventos climáticos extremos, o continente americano pode esperar uma escalada na quantidade de acometidos por doenças renais, cardíacas, cardiovasculares, por pneumonia, diabetes e câncer de pulmão. Também são esperados mais casos de doenças neurocomportamentais, como depressão, ansiedade, hiperatividade e déficit de atenção, entre outras.
Esse cenário nada animador é descrito em um estudo sobre mudanças climáticas e saúde nas Américas, lançado na última semana pela Rede InterAmericana de Academias de Ciência (IANAS).
Em um cenário de aumento de 2°C, por exemplo, entre 10 e 40 milhões de pessoas vão sofrer com desnutrição, devido à redução de terras destinadas à agricultura, muitas delas na região amazônica, segundo o relatório.
Somente nos Estados Unidos, as mortes relacionadas ao calor podem passar dos 12 mil anuais para 97 mil/ano, no cenário de maiores emissões. Também são esperados mais problemas renais, devido ao calor e desidratação. No Brasil, as internações por doenças renais crônicas já superam os 75 mil/ano.
A poluição ambiental, responsável direta pelo agravamento das mudanças no clima, já provoca cerca de 7 milhões de mortes no mundo todos os anos, sendo 206 mil no continente americano, segundo estimativas conservadoras. No Brasil, o número estimado de mortes causadas pela poluição do ar chega a 150 mil por ano.
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