Especialistas e voluntários atuam no resgate de botos na Amazônia
Uma crise ambiental de proporções alarmantes assola os lagos amazônicos de Tefé e Coari, onde cerca de 240 botos já perderam a vida desde setembro de 2023. A amplitude térmica, a presença de algas potencialmente tóxicas e a seca extrema são os principais fatores desencadeadores. O aumento da temperatura da água, decorrente das mudanças climáticas, tem gerado estresse térmico nos botos, comprometendo seu estado metabólico de forma preocupante.
Uma resposta urgente está sendo coordenada por uma coalizão que inclui organizações como o WWF, o Ministério do Meio Ambiente, prefeitos, bombeiros, exército, universidades e ONGs. O foco está no recolhimento dos botos e no monitoramento das espécies.
O aumento sem precedentes da temperatura da água, combinado com a seca extrema, representa uma ameaça significativa para esses mamíferos aquáticos. A falta de precedentes na faixa térmica os torna especialmente suscetíveis ao choque metabólico. O monitoramento das praias para encontrar carcaças, realizado por um setor dedicado aos animais mortos, revela dados cruciais.
Pesquisadores e voluntários realizam necropsias, coletando amostras biológicas para diagnóstico e avaliando a causa primária das mortes em busca de relações com a severidade da seca. A crise ambiental na Amazônia destaca a interconexão entre as mudanças climáticas e a vida selvagem, exigindo esforços coordenados e medidas urgentes para conter os impactos devastadores sobre os ecossistemas aquáticos e a biodiversidade da região.
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