quinta, 23 de abril de 2026
25/07/2022   09:17h - Bolsas & Ações

Criptomoedas são esquema de pirâmide, não servem para nada, diz professor da Unicamp

Para o professor da Unicamp Jorge Stolfi, moedas virtuais como o bitcoin não geram valor, e o comércio delas beneficia apenas quem está no topo do sistema. Em 2014, no início da febre das criptomoedas, o cientista da computação Jorge Stolfi foi surpreendido com uma provocação. "O bitcoin é o novo Telexfree?", perguntou no Twitter um dos seus seguidores.

 

A questão fez o professor titular da Unicamp e Ph.D. pela Universidade de Stanford iniciar uma investigação quase solitária sobre o funcionamento dos blockchains e a essência das criptomoedas.

 

Atualmente, Stolfi faz parte de um número crescente de críticos das moedas virtuais, que hoje têm entre seus maiores investidores nomes de peso como o bilionário Elon Musk. Mas, para o professor brasileiro, obitcoin, o Ethereum, o Thether ou o USD Coin, por exemplo, não têm nenhum valor intrínseco e são inúteis até mesmo para efetuar transações.

 

E, em resposta à pergunta feita há oito anos, Stolfi não tem dúvidas: para ele, do mesmo modo que a Telexfree - uma das maiores fraudes financeiras da história do país -, as moedas virtuais não passam de esquemas de pirâmide.

 

"Todos os bitcoins em circulação somam 400 bilhões de dólares. Mas isso é imaginário, porque não tem nada em nenhum lugar que valha um real. Uma hora dessas as pessoas vão perceber isso e vender tudo antes que os outros percebam", afirma Stolfi.

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