Uma mulher de 58 anos, que acabou de se aposentar, pretendia viver com as economias que guardou. Mas perdeu tudo. Ela não quer ser identificada porque tem medo dos golpistas. "A primeira chamada, a primeira ligação, foi telefone mesmo, dizendo que era da Polícia Federal e que eu estava sendo investigada por lavagem de dinheiro ou tráfico de drogas".
Os bandidos enviaram documentos falsos, que tinham o brasão da república. Um deles, alertava para confidencialidade que ela não podia revelar segredos da investigação a ninguém. Ela diz que se sentia monitorada. Que durante uma semana recebeu mensagens da quadrilha. E ficou numa ligação de vídeo por cinco horas, acreditando ser um depoimento formal para a PF. "Muito convincente. Muito. Eu não sou ingênua, e eu caí. A gente não tem como saber. Ela tinha meu endereço, meu CPF, meu nome completo, como que eu não ia provar para ele a minha inocência? E foi o que eu tentei fazer. Provar que eu não fazia parte de nenhuma lavagem de dinheiro, que eu nunca fiz".
Os criminosos pediram que ela transferisse dinheiro para o que eles chamaram de contas de vigilância do Banco Central. E disseram que devolveriam os valores depois de uma análise. Ela fez três transferências, num total de cerca de R$ 10 mil e o dinheiro voltou para a conta dela. Depois, os bandidos pediram transferências que somaram R$ 580 mil. A estratégia para convencê-la a fazer transferências também foi a de devolver os primeiros repasses.
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