Uma empresa multinacional foi roubada em quase 26 milhões de dólares, numa fraude baseada na tecnologia "deepfake", que cria vídeos com recurso a inteligência artificial, anunciou a polícia de Hong-Kong.
Um "deepfake" é uma gravação de vídeo, ou de áudio, produzida ou modificada com recurso a inteligência artificial. A técnica tem o potencial de gerar desinformação, sendo por exemplo possível colocar pessoas a dizer coisas que realmente nunca disseram, ou substituir as caras das pessoas, sempre de forma tão perfeita que é difícil detetar-se o engano.
Um empregado de uma empresa num centro financeiro chinês recebeu "chamadas por videoconferência de alguém que se fazia passar por um quadro superior da sua empresa e que lhe pedia para transferir dinheiro para determinadas contas bancárias", disse a polícia citada pela agência de notícias AFP.
Um oficial superior da polícia, Baron Chan, disse que a videoconferência envolveu vários participantes, mas todos, exceto a vítima, estavam a fingir ser outras pessoas.
"Os criminosos encontraram vídeos e áudios disponíveis publicamente na rede YouTube e depois utilizaram a tecnologia ´deepfake´ para imitar as vozes... para enganar a vítima e fazê-la seguir as suas instruções", disse Baron Chan aos jornalistas.
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