O grupo de espionagem cibernética Kimsuky, vinculado ao governo da Coreia do Norte, começou a operar modelos de Inteligência Artificial (IA) localmente em seus servidores, sem conexão com a internet. Segundo relatório do Genians Security Center, o grupo utiliza ferramentas como Ollama, GPT4All e Msty para automatizar a leitura de documentos e integrar IA diretamente em seus programas maliciosos, avançando no desenvolvimento de ataques em larga escala.
O uso da tecnologia permite criar mensagens de golpe e arquivos falsos sem os erros tradicionais de digitação ou formatação, tornando os ataques de engenharia social mais difíceis de identificar. Diante desse cenário, especialistas alertam que os sistemas de segurança cibernética precisam mudar a estratégia: em vez de analisar apenas a aparência dos arquivos, as defesas devem focar no monitoramento de comportamentos suspeitos no sistema operacional após a abertura dos documentos.
A autoria das ações foi confirmada durante a investigação da Operação GitPower, que revelou pesquisas sobre desativação de antivírus, análise de dados de carteiras digitais e registros digitados no padrão ortográfico norte-coreano. O Kimsuky, sancionado pelos Estados Unidos em 2023, é controlado pelo serviço de inteligência da Coreia do Norte e atua principalmente no roubo de informações estratégicas de governos, acadêmicos e diplomatas.
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