A convergência entre violência letal, expansão das facções, narcotráfico, desmatamento e garimpo ilegal ganhou protagonismo na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30) durante o lançamento do primeiro diagnóstico integrado dos crimes ambientais na Amazônia Brasileira. O estudo foi apresentado no Hub Amazônia, na Zona Azul da COP30, em Belém (PA).
Em paralelo, também foi lançado, no mesmo dia, o relatório Cartografias da Violência na Amazônia, que revelou mais de 8 mil mortes violentas intencionais na região em 2024 e identificou forte sobreposição entre redes criminosas e economias ilegais que pressionam o território.
Segundo o Cartografias da Violência, a Amazônia Legal permanece como a região mais letal do País, com taxa de 27,3 mortes por 100 mil habitantes, 31% acima da média brasileira. O relatório aponta que o narcotráfico reorganizou as rotas a partir da Amazônia, tornando a região um corredor prioritário para a circulação internacional de cocaína.
Segundo o documento, a presença de facções como o Comando Vermelho, do Primeiro Comando da Capital (PCC) e de grupos locais se intensificou na região e passou a influenciar rotas de tráfico, áreas de garimpo e municípios interioranos.
A fronteira também aparece como ponto crítico. A tríplice divisa Brasil–Peru–Colômbia opera como um ambiente de circulação contínua, onde facções controlam fluxos logísticos que movimentam drogas, dinheiro e mercadorias ilegais.
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