Tuesday, 09 de June de 2026
30/01/2023   07:20h - Meio Ambiente

Crime contra a humanidade: 38 % da Amazônia foi devastada pelo homem

Os reflexos de um ano agressivo ao meio-ambiente começam a surgir no início de 2023. Após registros recordes de queimadas, temperaturas altas e até mesmo garimpo ilegal. Conforme um estudo divulgado pela revista “Science” revelou que cerca de 38% do que restava da área de floresta na Amazônia já desmatada, acabou sofrendo algum tipo de degradação em 2022. O fato acaba provocando inúmeras consequências negativas para todo o planeta.

 

Em outras palavras, a quantidade de área florestal agredida pela devastação ambiental, provoca uma imensa quantidade de emissão de carbono. O estudo da revista Science contou com a participação de 35 cientistas internacionais de diversas instituições. Dentre estes 35, Philip Fearnside, pesquisador brasileiro que atua pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI), participou com o artigo que foca na degradação causada por ações humanas, as mais nocíveis já vistas na história.

 

Dentre essas ações humanas, o estudo aponta a extração seletiva de madeira de forma ilegal, incêndios e as secas extremas causadas por mudanças climáticas, que por sua vez também são afetadas por ações humanas. O artigo teve como base os dados científicos publicados e apoiados em imagens de satélite, além de dados de chão sobre mudanças na região amazônica entre 2001 e 2018.

 

O estudo revela a degradação acelerada do meio-ambiente em 2022 poderá refletir nos próximos meses e anos na perda de biodiversidade brasileira, maiores incêndios naturais na floresta, secas extremas e mudanças químicas e biológicas nas florestas, além dos animais que nela habitam. Em alguns casos, a degradação pode afetar até mesmo a qualidade da água que consumimos, acarretando problemas sem precedentes na humanidade.

 

O artigo de Philip ressalta ainda que a única forma de frear todos esses problemas é a ação imediata dos poderes competentes no combate ao aquecimento global e desmatamento. Segundo Fearnside, este é o “único caminho de parar” todos estes problemas.

 

O pesquisador brasileiro explica também sobre a grande mortalidade das árvores em 2022. “O desmatamento também contribui para a degradação, por formar extensas bordas quando a floresta é recortada em fragmentos. Estas bordas degradam com mortalidade de árvores, devido ao microclima mais seco e quente e devido à entrada de incêndios a partir das queimadas adjacentes, por exemplo na manutenção de pastagens”, detalhou.

 

Philip é reconhecido internacionalmente por suas contribuições aos estudos de ecologia tropical e serviços ambientais da Amazônia. O cientista possui um vasto conhecimento sobre desmatamento e reciclagem de água pelas árvores, uma grande maneira de evitar o ressecamento causador dos incêndios naturais. A degradação da Amazônia pode gerar consequências pesadas na humanidade, no entanto, o próprio pesquisador ressalta que nem tudo está perdido, mas ainda há muito a ser feito.

 

 

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