Um crime ambiental está acontecendo no quilômetro 13, da BR-174, com a construção de um depósito de uma lixeira a céu aberto em um terreno desmatado dentro da Área de Proteção Permanente (AAP), localizada no Ramal Itaúba e a poucos metros do Igarapé do Leão, maior afluente do igarapé do Tarumã-Açu, um dos principais pontos turísticos e de lazer de Manaus.
A devastação, que ocupa uma área superior a 142 campos de futebol, foi denunciada na última quarta-feira (23), pelo vereador Lissandro Breval (Avante), durante sessão da Câmara Municipal de Manaus (CMM), quando apresentou imagens e documentos que atestam a série de irregularidades cometidas pela empresa Marquise/EcoManaus Ambiental, sediada em Fortaleza (CE), na implantação do projeto.
De acordo com moradores da área, a construção tem pelo menos quatro anos e já está afetando o meio ambiente e o cotidiano de todos.
A dona de casa Alzira de Paula disse estar preocupada com o futuro da comunidade. "A água diminuiu e está mais suja porque estão aterrando e é difícil até pegar peixes pra comer. A preocupação é com o odor e piorar e contaminar mais o igarapé que é nossa riqueza", acrescentou Alzira.
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