Três crianças cidadãs dos Estados Unidos foram deportadas para Honduras com suas mães na semana passada, incluindo uma menina de quatro anos em tratamento contra um câncer metastático raro.
Segundo a ACLU (União Americana pelas Liberdades Civis), a criança foi expulsa do país sem acesso à medicação ou a seus médicos, apesar do ICE ter sido previamente informado sobre seu estado de saúde.
A família foi detida durante uma reunião de rotina com autoridades de imigração na Louisiana, sem que a advogada tivesse acesso a eles. Outro caso semelhante envolveu uma mulher grávida e seu filho de dois anos, também deportados após uma reunião com o ICE.
Embora o juiz tivesse marcado audiência para discutir a situação da criança – cidadã americana – a família foi removida do país antes disso. O governo alegou que a mãe solicitou levar o filho consigo, baseando-se em um bilhete manuscrito, mas advogados afirmam que não houve devido processo legal.
A ACLU denuncia que as famílias ficaram incomunicáveis, com acesso limitado ou inexistente a representação legal e familiares. Organizações de direitos civis classificaram as deportações como ilegais e inconstitucionais, criticando a rapidez e a falta de transparência do processo. “Deportar crianças cidadãs americanas é imoral”, afirmou a advogada Erin Hebert, que defende a família da criança com câncer.
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