A indústria de games está presa em um ciclo vicioso de modelos e temas pré-fabricados, que a impedem de tomar riscos e fazer jogos realmente inovadores. Essa é a opinião de Sam Barlow, 44, considerado um dos principais responsáveis pela recente onda de games que usam filmagens e atores reais como matéria-prima para contar histórias interativas.
À Folha de S.Paulo, ele diz que a ideia surgiu quase por acaso quando estava planejando "Her Story", de 2015, seu primeiro jogo independente, mas chegou em um novo patamar em "Immortality", que chega neste mês ao PlayStation 5 após lançamento em outras plataformas, no qual diz ter conseguido explorar uma estética realmente cinematográfica.
No game, que parte de fragmentos de três filmes incompletos, feitos entre 1960 e 1990, todos protagonizados pela misteriosa atriz Marissa Marcel, ele discute a importância da arte para os seres humanos e aborda sem pudores temas que são tabu na indústria de games como nudez, sexo e religião.
"Há tanta exploração de violência, tanta representação de violência, celebração de violência nos videogames em geral. Me parece um problema que não estejamos explorando sexo, que é uma parte tão fundamental da experiência humana", afirma.
"Pensando que produzir uma obra de arte é um projeto de imortalidade, ver toda uma produção perdida parecia uma metáfor,a capaz de explorar essas questões".
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