A criação de empregos formais no Brasil voltou a desacelerar em julho, pressionada pelos juros altos e pela perda de fôlego da economia. De acordo com dados divulgados nesta quarta-feira (27) pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, foram abertos 129.778 postos de trabalho com carteira assinada no último mês. O número representa a diferença entre contratações e demissões e é o mais baixo para o mês de julho desde 2020, quando foram criadas 108.476 vagas.
Na comparação com o mesmo mês do ano passado, a queda foi de 32,2%. Em julho de 2024, haviam sido gerados 191.373 empregos formais, considerando os dados ajustados — que incluem declarações entregues em atraso pelos empregadores. O resultado de 2025 reforça a tendência de enfraquecimento do mercado de trabalho observada nos últimos meses.
No acumulado de janeiro a julho deste ano, o saldo de vagas chegou a 1.347.807, uma redução de 10,35% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram criados 1.311.751 postos. Apesar do recuo, o resultado parcial de 2025 ainda é o menor desde 2023, considerando a metodologia atual do Caged, em vigor desde 2020.
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