O programa Crédito do Trabalhador alcançou a marca de R$ 15,7 bilhões em contratos antigos migrados para a Carteira de Trabalho Digital, sendo R$ 3,2 bilhões renegociados com taxa média de 2,65%. A expectativa do governo é que, até outubro, o volume de contratos antigos transferidos chegue a R$ 40 bilhões. Os dados foram apresentados pelo secretário de Políticas de Proteção ao Trabalhador, Carlos Augusto Simões Gonçalves, durante o II Seminário Nacional de Crédito Consignado, em Brasília.
Segundo o secretário, em apenas seis meses, o programa atingiu ritmo acelerado, registrando mais de R$ 50 bilhões contratados por 5,4 milhões de trabalhadores. Atualmente, 122 instituições financeiras estão habilitadas para operar, sendo que 64 já realizam transações. A taxa média de juros do consignado pelo programa é de 3,42% ao mês, bem abaixo dos empréstimos pessoais, que giram em torno de 11%.
Especialistas destacam que o modelo democratizou o acesso ao crédito, permitindo que o trabalhador escolha o banco e negocie taxas. Para Lucinéia Possar, diretora jurídica do Banco do Brasil, a iniciativa é “um marco para o sistema financeiro” e impulsiona a economia. Autoridades como o ministro do TST, Douglas Alencar Rodrigues, reforçaram o impacto social do programa, sobretudo na inclusão de trabalhadores de baixa renda. Já representantes do setor financeiro apontaram que o desafio agora é manter a expansão com segurança, garantindo proteção ao trabalhador.
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