A cúpula da CPMI do INSS aposta em um pedido de vista no julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) ontem (26). A estratégia visa manter a validade da liminar do ministro André Mendonça, que prorrogou os trabalhos da comissão, garantindo assim mais tempo para as investigações mesmo sem uma decisão definitiva do plenário.
Paralelamente à via judicial, parlamentares negociam um acordo político no Congresso para definir o prazo de prorrogação. Enquanto governistas sugerem 15 dias e a oposição pede 60, o período de 30 dias surge como um provável meio-termo para dar continuidade à apuração de fraudes bilionárias contra aposentados.
O cenário é de incerteza, pois caso o STF derrube a liminar de Mendonça, o Congresso não terá obrigação de estender o prazo, e as atividades poderão ser encerradas já no dia 28. A disputa envolve a resistência do Centrão, enquanto o comando do colegiado defende o direito constitucional da minoria de manter a investigação ativa.
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