A prática de exercício físico com cães traz inúmeros benefícios, mas exige cuidados especiais para evitar complicações graves, como choque térmico e sobrecarga musculoesquelética ou cardiorrespiratória. Segundo Rubens Antônio Carneiro, professor da Escola de Veterinária da UFMG, o choque térmico é agravado em dias de sol forte ou em animais de pelagem densa.
Para garantir a segurança, o primeiro passo, e o mais crucial, é a avaliação clínica de um médico-veterinário, com foco nas condições cardiológicas, respiratórias, ortopédicas e neurológicas do animal. Em seguida, o tutor deve escolher o horário correto: as corridas devem ser feitas antes das 9h ou após as 17h, evitando o calor intenso que pode ser fatal. A intensidade deve ser introduzida gradualmente, começando com caminhadas leves de cerca de 1 km por semana e progredindo com bom senso, respeitando o ritmo individual de cada cão.
Outros cuidados são essenciais durante a atividade. O controle do animal é crítico, e ele nunca deve correr sem guia ou peitoral, sendo recomendadas guias curtas para maior controle em situações inesperadas. É fundamental garantir a hidratação durante todo o exercício e evitar forçar o cão, pois resistência ou ansiedade indicam que é preciso parar. Cães só devem começar a correr na idade adulta jovem (cerca de oito meses), e pets considerados atletas precisam de monitoramento clínico rigoroso e anual.
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