Afundados em uma crise financeira sem precedentes, os Correios se tornaram alvo de um plano de socorro emergencial de R$ 20 bilhões, com garantia do governo federal, após anos de deterioração operacional e má gestão. O pacote, revelado pela Folha de S.Paulo, busca evitar que a estatal entre em colapso nos próximos meses, diante de prejuízos mensais que já passam de R$ 700 milhões e uma dívida crescente. A medida vem após o governo Lula (PT) resistir em admitir a gravidade da situação, agravada pela perda de competitividade e pela “taxa das blusinhas”, que reduziu a receita com encomendas internacionais.
O novo presidente da empresa, Emmanoel Rondon, admitiu que os Correios “não se adaptaram à nova realidade do mercado”, especialmente após o avanço de gigantes como Amazon e Mercado Livre, que criaram suas próprias redes logísticas diante da queda de qualidade dos serviços postais. Além da perda de contratos e atraso em pagamentos a fornecedores, a estatal enfrenta um passivo judicial bilionário e falhas graves de controle interno apontadas por auditorias independentes. O empréstimo, segundo Rondon, servirá para regularizar dívidas, manter a operação em 2025 e 2026 e tentar recuperar a confiança do mercado.
Nos bastidores, a equipe econômica trabalha para reestruturar a companhia e conter o “efeito dominó” que ameaça o serviço postal nacional. Apesar das medidas de ajuste e da promessa de modernização, o cenário segue crítico, com risco de novos atrasos salariais e impacto direto sobre a entrega de correspondências e encomendas.
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