Estruturas insalubres; ausência de celas exclusivas para mulheres; lonas no teto – improvisadas – para conter as águas das chuvas; presos, há mais de dois anos, privados do direito a banho de sol; instalações com vazamentos e rachaduras, além de infiltrações e falta de pessoal especializado para atuar como carcereiros são alguns dos problemas notificados no único estabelecimento prisional do município de Lábrea (distante 701 quilômetros de Manaus) e apresentados pelo Juízo da comarca à Corregedoria-Geral de Justiça do Amazonas.
Estes e outras deficiências, segundo a juíza titular da comarca, Andressa Piazzi somam-se a outros problemas, tais como a improvisação do ambiente de uma delegacia para suprir a ausência de um presídio.
Notificados durante as constantes inspeções realizadas pela magistrada, a falta de uma atenção maior do Poder Executivo para com o sistema prisional em Lábrea, compromete a integridade dos presos, em sua maioria provisórios, apontou a juíza Andressa Piazzi, comentando que a falta de estrutura também pode favorecer a fuga e até a eclosão de rebelião por parte dos presos.
Em razão da constância e da quantidade de problemas estruturais e de pessoal detectados nas inspeções perante o único estabelecimento que serve como unidade prisional em Lábrea, a juíza titular da comarca solicitou audiência com a corregedora-geral de Justiça do Amazonas, desembargadora Nélia Caminha Jorge.
Além dos problemas já mencionados, a magistrada também relatou à Corregedoria-geral de Justiça do Amazonas, outras deficiências no ambiente prisional, tais como: a ausência de manutenção e conservação predial; extensas rachaduras no piso contíguo às celas e – nestas áreas contíguas às celas – a existência de esgoto a céu aberto, o que, segundo a juíza, coloca em risco a integridade física e à saúde não somente dos presos, mas dos funcionários da unidade.
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