O projétil norte-coreano que fez o Japão alertar habitantes do norte do país a procurarem abrigo nessa quinta (3) aparentemente era um míssil intercontinental que falhou. À noite, outro míssil atravessou o espaço aéreo japonês e caiu no mar, totalizando quatro projéteis disparados pela Coreia do Norte em apenas um dia.
A informação é do Exército da Coreia do Sul que, em resposta ao ataque, decidiu prorrogar os exercícios militares que realiza em conjunto com os Estados Unidos -os aliados consideram que os múltiplos lançamentos vindos do norte são um indício de que o ditador Kim Jong-un se prepara para um novo teste nuclear.
O ataque incluiu ainda dois mísseis de curto alcance, mas o mais importante era o ICBM (míssil balístico intercontinental, na sigla em inglês). Armamento de mais longo alcance de Kim, ele é capaz de transportar uma ogiva nuclear para o outro lado do planeta. Militares sul-coreanos afirmam que o projétil tinha capacidade de quase 760 km, uma altura de 1.920 km e uma velocidade de Mach 15, equivalente a 15 vezes a velocidade do som.
Em 2022, a Coreia do Norte já realizou cerca de 40 lançamentos, em meio a um cenário em que as ameaças atômicas foram renovadas por Pyongyang da forma mais intensa desde 2017. Naquele ano, uma série de testes de mísseis capazes de atingir os EUA e a explosão de uma bomba de hidrogênio levaram o governo do então presidente Donald Trump a negociar diretamente com o ditador norte-coreano.
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