Ao final da primeira semana da COP16, apenas 35 dos 196 países participantes haviam apresentado seus planos de ação para a manutenção e recuperação de ecossistemas. A presidente da conferência, Susana Muhamad, ministra do Meio Ambiente da Colômbia, revelou que, embora o número inicial pareça baixo, ele reflete o início das negociações, que devem se intensificar até o encerramento da conferência em 1° de novembro. A participação expressiva, com mais de 23 mil credenciados na Zona Azul e 40 mil na Zona Verde, foi destacada como um marco histórico e um sinal de maior envolvimento popular.
Durante a primeira semana, temas como a criação de novos fundos de financiamento para a preservação dos ecossistemas e a inclusão de povos originários nas discussões sobre biodiversidade foram enfatizados. Inger Andersen, do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, considerou o progresso surpreendente, destacando que a velocidade da perda de biodiversidade precisa impulsionar decisões rápidas. Astrid Schomaker, líder da Convenção da Biodiversidade, ressaltou que muitos países demonstraram interesse em mobilizar fundos diretamente para as comunidades que precisam.
Outros desafios foram mencionados, incluindo questões macroeconômicas, como a dívida pública, que impactam os acordos de financiamento ambiental. A brasileira Andrea Alvares, do Instituto Ethos, pontuou que o foco em governança e agilidade nos recursos financeiros é essencial para desbloquear acordos significativos. A segunda semana da COP16 começou a receber líderes globais, como Marina Silva, representante do Brasil, que pretende dar continuidade às negociações em meio às crescentes expectativas de avanços na preservação do meio ambiente e na cooperação internacional.
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