A exposição ao produto, considerado pela OMS como um dos 10 principais tóxicos a combater em prol da saúde pública, pode causar problemas crónicos que incluem anemia, hipertensão, danos nos órgãos reprodutivos e problemas neurológicos irreversíveis, indica a agência da ONU num comunicado divulgado na segunda-feira.
A OMS recomenda a identificação das fontes de contaminação por chumbo o mais rápido possível, principalmente nos casos em que se detectam níveis do metal no sangue considerados perigosos (acima dos cinco microgramas por decilitro).
O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) alertou que 800 milhões de crianças, um terço do total mundial, têm níveis superiores ao de risco, recorda a OMS.
Minas, fundições, zonas de reciclagem de aparelhos eletrônicos e baterias, contribuem para o aumento da exposição das populações ao chumbo, embora também existem inúmeros casos de contaminação com tintas que utilizam o metal, exclusivamente em habitações, escolas e hospitais, que pode afetar vários sistemas do corpo humano, como o nervoso, o reprodutivo e o imunológico.
A organização calcula que 30% das deficiências intelectuais não inatas, 4,6% das doenças cardiovasculares e 3% dos problemas renais crónicos podem dever-se à exposição excessiva ao chumbo.
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