Monday, 08 de June de 2026
31/01/2026   15:30h - Economia

Consumo das famílias compensa juros e leva desemprego ao menor nível

O consumo das famílias foi o principal responsável por "amortecer" os efeitos da Selic alta, que atingiu 15% em 2025. De acordo com o IBGE, enquanto setores dependentes de crédito (como a compra de imóveis e veículos) ficaram estagnados devido aos juros, o gasto das famílias foi direcionado para bens não duráveis e serviços, como alimentação, vestuário e lazer, mantendo a economia aquecida.

 

Este fenômeno ocorreu graças a uma "retroalimentação benéfica": o aumento do contingente de pessoas ocupadas somado à valorização real do salário mínimo injetou mais dinheiro diretamente no bolso do brasileiro. Como a renda média mensal atingiu o recorde de R$ 3.560, o consumo passou a ser financiado pelo rendimento próprio e não por empréstimos bancários, o que explica a resistência da economia ao freio dos juros.

 

Dessa forma, o consumo das famílias gerou uma demanda constante por serviços e comércio, que são justamente os setores que mais empregam no Brasil. Esse ciclo de consumo e geração de renda foi o que permitiu que o desemprego caísse para 5,6%, o menor nível desde o início da série histórica em 2012, consolidando um mercado de trabalho robusto apesar dos desafios monetários.

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