Em um relatório da World Wildlife Fund (WWF) liberado no
ano passado, a instituição reportou um declínio de quase
70% na quantidade relativa de espécies monitoradas desde
o ano de 1970. A razão para tamanha redução reside, na
verdade, em dois aspectos: as mudanças climáticas e a
destruição de habitat, ambos causados por seres humanos.
Os resultados mostraram um verdadeiro "efeito dominó",
com animais sendo extintos, por exemplo, porque suas
presas já não existem mais ou sua quantidade diminuiu
consideravelmente. Porém, os pesquisadores descobriram
outra informação interessante nos dados
coletados: espécies maiores ou em níveis mais altos da
cadeia alimentar devem sofrer mais com mudanças
ambientais.
Portanto, conforme os dados revelados pelo estudo,
provavelmente animais menores como roedores e insetos
devem se adaptar mais facilmente às alterações no clima,
que deve apresentar temperaturas cada vez mais altas. Um
dos fatores identificados pelos pesquisadores foi
a velocidade de reprodução, que é muito mais lenta em
espécies maiores — enquanto ratos, por exemplo, se
reproduzem muito mais rápido.
Já seres de porte maior, como elefantes, devem sentir
muito mais a pancada em consequência do aquecimento
global. Quem também deve sofrer são os bichos que
dependem demais de características do ambiente, como os
que vivem em locais muito frios ou em recifes de corais,
correndo risco de serem extintos com a elevação da
temperatura do planeta.
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