quinta, 23 de abril de 2026
19/09/2023   10:15h - Curiosidades

Conheça Thiess de Kaltenbrun: o homem julgado por ser lobisomem

No século XVII, um homem se viu preso em um drama jurídico após ter admitido publicamente que era uma fera mitológica, mais precisamente um lobisomem. Foi através dessa "confissão" que Thiess de Kaltenbrun passou a ser suspeito de "licantropia e outros atos proibidos e ímpios", de acordo com as leis da época.

 

Thiess era um cidadão idoso, na casa dos 80 anos, que vagava por Jürgensburg, na Livônia. Primeiramente, ele havia sido chamado para depor sobre um roubo ocorrido em uma igreja local, acontecimento o qual ele foi testemunha. Foi aí que os seus problemas com a justiça começaram. A ideia de que um homem podia sofrer uma metamorfose tinha raízes nas culturas gregas e nórdicas. Por volta do ano 1500, na França, os assassinos Pierre Burgot e Michel Verdun alegaram ser lobisomens e também assassinos — o que fez com que fossem condenados à fogueira.

 

Outros assassinos nessa época também alegaram licantropia, uma condição em que um homem supostamente se transformaria em uma criatura assustadora parecida com um lobo. Mesmo com esse histórico sombrio, nada impediu Thiess de se declarar um lobisomem para todos os habitantes da Livônia. A primeira confissão aconteceu diante de um tribunal, anos antes, como forma de explicar seu nariz estava quebrado. Naquela época, Thiess foi julgado por roubar trigo e outros grãos de um agricultor magoado, que quebrou seu osso da face com uma vassoura. A história parecia tão bizarra, no entanto, que o idoso foi praticamente ignorado.

 

Porém, quando estava depondo como testemunha no caso do assalto à igreja, ele voltou a dizer que era um lobisomem.

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