Os Estados Unidos anunciaram na semana passada, que vão enviar o USS Gerald R. Ford, a maior classe de porta-aviões do mundo, e outras embarcações que o acompanham para a América Latina e o Caribe, em movimento que representa escalada da presença militar americana e da tensão na região.
A fala do porta-voz do Pentágono carrega o argumento de combate ao narcotráfico que tem sido usado pelo presidente americano, Donald Trump, para justificativa a explosão de embarcações na América Latina desde setembro, muito embora nenhuma evidência de que os barcos fossem ligados ao narcotráfico tenha sido apresentada —mesmo que fossem, a explicação usada pela Casa Branca para os ataques é nebulosa à luz do direito internacional.
A presença do maior porta-aviões do mundo, que tem 333 metros de comprimento e capacidade para carregar até 90 aeronaves, no entanto, sugere outra coisa: maior pressão contra Maduro, que tem pedido paz a Trump após seguidas ameaças do presidente americano e ataqs no Caribe.
O porta-aviões não chega sozinho. Sua escolta costuma conter de três a seis destróieres, um cruzador, navios de apoio e um submarino nuclear de ataque com funções defensivas —poder de fogo que por si só é maior do que a maioria das aeronáuticas e marinhas do mundo.
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