Fundada pelos etruscos, sobrevivente da era romana e aprimorada nos tempos medievais, hoje a vila de Civita di Bagnoregio ergue-se imponente no horizonte do Lácio, região central da Itália. Pitoresca e profundamente histórica, há um porém, seus dias estão contados.
Conhecida como a “cidade que morre”, a vila fica no topo de uma colina acometida pela ação da erosão. Rodeada por vales, se tornou um pedaço de terra isolado ao longo dos séculos. A porção do solo que ligava Civita à irmã Bagnoregio, essa sim uma cidade maior e mais “firme”, desgastou-se. Um dia o vilarejo sucumbirá à pressão do tempo e da erosão.
Civita foi construída em cima do tufo, uma rocha vulcânica porosa. Abaixo da camada de tufo há camadas de argila, também frágil. Com a ação da água e do vento, o vilarejo sofre com a força implacável da erosão. O que vemos hoje é resultado de muitos séculos. Situada a 120 quilômetros ao norte de Roma, em um percurso que dura cerca de duas horas, a vila é acessada exclusivamente por meio de uma passarela de pedestres.
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