Atualmente, cerca de 52 países possuem leis que proíbem ou controlam a posse de cães considerados de alto risco. No Reino Unido, Noruega, Israel e Turquia, raças como o Fila Brasileiro e o Dogo Argentino são banidas devido ao seu histórico de força e guarda. Na Austrália, a legislação é ainda mais rigorosa, proibindo totalmente a entrada e posse de animais como o Tosa Inu (Japão), o American Pit Bull Terrier e o Dogue Canário, visando prevenir ataques graves à população.
As restrições variam conforme a região: enquanto na Dinamarca a lista de banidos inclui o Bulldog Americano e o Boerboel, em países como Espanha, França e Itália, o foco recai sobre o Rottweiler e o Staffordshire Bull Terrier, que exigem licenças especiais e uso obrigatório de focinheiras.
Mais recentemente, a Noruega e a Holanda ampliaram o debate ao restringir raças como o Bulldog Inglês e o Cavalier King Charles Spaniel, mas por motivos de bem-estar animal, devido a problemas genéticos de saúde decorrentes de seus focinhos curtos. Apesar da rigidez, essas leis geram intensas discussões entre especialistas e tutores. Em países como o Brasil, o debate foca na posse responsável, argumentando que o comportamento do animal depende do treinamento e não apenas da genética.
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