Cientistas finalmente concluíram após 10 anos de pesquisa, a investigação que reconstruiu a incrível jornada de três borboletas da espécie Vanessa cardui, que cruzaram o Atlântico desde a África até a Guiana Francesa. As borboletas foram encontradas em 2013 por Gerard Talavera, do Instituto Botânico de Barcelona, e inicialmente se pensou que tinham chegado à América do Sul por rotas através da América do Norte. No entanto, análises genéticas e estudos de pólen confirmaram que elas vieram da África.
Para comprovar a origem das borboletas, os pesquisadores compararam o DNA das borboletas da Guiana Francesa com amostras coletadas em 30 países, incluindo Estados Unidos, Senegal e Japão. Além disso, o DNA do pólen encontrado nos insetos foi sequenciado, revelando a presença de plantas africanas, como Guiera senegalensis e Ziziphus spina-christi, comprovando que as borboletas carregavam pólen exclusivamente africano.
Os cientistas também estudaram as condições de vento necessárias para a travessia do Atlântico. Utilizando modelos complexos e o programa HYSPLIT da NOAA, descobriram que as correntes de ar que ajudaram as borboletas a atravessar o oceano, tinham origem na costa africana, com ventos constantes de 27 km/h, que permitiram às borboletas realizar essa impressionante migração.
Copyright © 2021-2026. Onjornal - Todos os direitos reservados.