A maior flor do mundo, conforme registrado no Guinness Book of Records, era uma espécie de Rafflesia arnoldii encontrada em uma floresta da Indonésia em 2020. Ela media um metro e dezoito centímetros de diâmetro, e pesava mais de nove quilos.
Os biólogos afirmam que essas plantas são difíceis de serem estudadas, pois crescem apenas em florestas tropicais do Sudeste Asiático, não têm folhas, caules e não fazem fotossíntese. Na verdade, elas funcionam como parasitas que se fixam numa planta da espécie Tetrastigma voinierianum, passando a absorver sua água e nutrientes.
Depois de um certo tempo (que pode durar meses e até anos) dessa relação parasitária, surge um botão de uma gigantesca flor vermelha, que floresce apenas por alguns dias. O seu cheiro pútrido atrai moscas que colocam ovos nela. E à medida que esses insetos voam, eles coletam e depositam o pólen em outros lugares.
A recomendação feita pelos pesquisadores é que todas as espécies da raflésia sejam incluídas na lista de potenciais extinções para que possam ser protegidas pelas organizações conservacionistas financiadas pelos governos. Eles acreditam também que iniciativas ligadas ao ecoturismo podem também ajudar a proteger essas plantas exóticas.
“Os povos indígenas são alguns dos melhores guardiões das nossas florestas, e os programas de conservação da raflésia têm muito mais probabilidades de serem bem sucedidos se envolverem as comunidades locais”, concluiu Adriane Tobias, pesquisador das Filipinas que trabalhou no estudo.
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